Agricultura

Agroinsumos: Brasil bate recorde em bioinsumos em 2025

País encerra 2025 com 912 registros, avanço dos bioinsumos e fiscalização mais dura contra defensivos ilegais no campo.

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O agronegócio brasileiro fechou 2025 com números históricos na área de agroinsumos, reforçando seu protagonismo global tanto em produtividade quanto em regulação. Dados oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que o país alcançou 912 registros de defensivos agrícolas e bioinsumos, ao mesmo tempo em que intensificou o combate ao comércio ilegal desses produtos.

De acordo com o Ato nº 63 da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA/Mapa), o grande destaque do ano foi o avanço dos bioinsumos, que atingiram um recorde histórico de 162 aprovações em 2025. O portfólio inclui produtos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, muitos deles aptos para a agricultura orgânica, sinalizando o alinhamento do Brasil às exigências globais de ESG e sustentabilidade.

Além disso, o país aprovou seis novos ingredientes ativos - entre eles Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizina, Isopirazama, Fenpropidina e Ciclobutriflurame - considerados estratégicos para o manejo de resistência e para a diversificação dos modos de ação no controle de pragas e doenças. Para especialistas do setor, essas moléculas reforçam a modernização do parque tecnológico disponível ao produtor brasileiro.

Apesar do avanço tecnológico, os produtos equivalentes ou genéricos continuaram dominando os registros, em linha com a política de ampliação da concorrência e redução do Custo Brasil. Parte dessas liberações decorreu de decisões judiciais relacionadas a processos protocolados entre 2015 e 2016, destravados após revisão de prazos legais. Para dar mais previsibilidade ao sistema, o Mapa também publicou o Ato nº 62, que padroniza procedimentos e determina que, desde setembro de 2025, novos pedidos sejam feitos exclusivamente pelo SEI/Mapa.

O governo reforça, no entanto, que registro não significa uso no campo. Dados nacionais indicam que, em 2024, 58,6% das marcas comerciais de defensivos químicos e 13,6% dos ingredientes ativos registrados não foram comercializados, evidenciando que o consumo depende de fatores como clima, preços e condições agronômicas.

Paralelamente ao aumento das aprovações, houve endurecimento da fiscalização. O sistema brasileiro de avaliação, que envolve o Mapa, a Anvisa e o Ibama, determinou a suspensão preventiva de 34 registros e apreendeu 1.946 litros de defensivos ilegais em 2025. O número reforça que o mercado clandestino ainda representa um risco para a segurança sanitária e ambiental.

O movimento faz parte da implementação da Lei nº 14.785/2023, que prevê protocolo unificado, maior rastreabilidade e priorização técnica. Para 2026, a expectativa do setor está voltada para o lançamento do SISPA, sistema eletrônico que promete mais agilidade e transparência no processo regulatório.

Em um cenário de crescente pressão internacional por sustentabilidade e segurança alimentar, o recado do Brasil é claro: inovação, competitividade e fiscalização caminham juntas para manter o país no topo do agronegócio mundial.

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